Amor, s. m. Afeição acentuada de uma pessoa por outra de sexo diferente; objeto dessa afeição; conjunto dos fenômenos que constituem o instinto sexual; grande amizade; apego a coisas; sensualidade; cópula; paixão; entusiasmos. /S. m. pl. Namoro; pessoa amada; a quadra em que se ama.Paixão, s. f. Sentimento forte e profundo como o amor, o ódio, etc.; movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal; diz-se particularmente amor excessivo, ardente, da inclinação pronunciada de um sexo pelo outro; entusiasmo; grande mágoa; cólera; predileção; objeto de afeição intensa, ardente, excessiva; vício que domina; parcialidade; alucinação; sofrimento prolongado; martírio de Cristo ou dos santos martirizados; parte do evangelho em que se narra a paixão de cristo.
Excessivo, adj. Que excede; exagerado; demasiado
Exceder, v. t. Ir além de; ser superior a (em valor, extensão, peso etc.); levar vantagem a; ultrapassar. /V. p. Ir além do que é natural, conveniente ou justo; irritar-se; fatigar-se; apurar-se.
Amor é afeição acentuada… o quão acentuada para ser amor e não ser paixão, posto que paixão é a afeição excessiva e é um vício. Estar apaixonado é estar viciado em alguém? Será que é por isso que o amor é superior à paixão, porque quem ama bebe socialmente da pessoa e quem é apaixonado é um alcoolatra? Pode ser… mas então deveria evitar-se a paixão e consagrar ao amor as mais belas e ternas criações da humanidade, entre ela as crianças. Agora um raciocínio matemático… Amor pertence à paixão ou a paixão pertence ao amor. Talves sejam grupos separados com uma intersecção (doentia talves ou perfeita…) pequena.
Não é raro ver pessoas declarando seu amor às outras enquanto quem vê a situação por fora diz que é só paixão, fogo de palha. Talves seja desdém, talves que está fora entenda melhor o que acontece. A paixão, enquanto vício, leva deve ter sintomas a longo prazo imperceptíveis a primeira vista. Já o amor por ser o mais sublime dos sentimentos representaria a cura para os males da humanidade. Amai-vos uns aos outros como eu vos amei, frase dum cabeludo rebelde para a época dele. Ele amava a humanidade e desejou que todos se amassem, talves fosse o ideal de ascenção dele. O amor purificando a existência de tal forma que livraria todos dos pecados. Raciocínio interessante, mas creio que isso levaria ao amor excessivo que caracteriza a paixão. Que todos se viciem uns nos outros… com a dependencia interpessoal o preço de uma pessoa aumentaria no mercado, gerando um possível e provável crack na bolsa sentimental. Como a história pode comprovar quebras em bolsas de valores (sejam eles quais forem) não são legais. O preço dos sentimentos ficando cada vez mais caro provavelmente enriqueceria especuladores malévolos e levaria à uma desigualdade afetiva com os ricos cada vez mais ricos e os pores cada vez mais pobres. Um problema grande surge e com certesa os menos afortunados vindos das classes baixas apelariam para a marginalidade e uma onda de furtos afetivos começaria. Primeio pequenos furtos de atenção, depois o roubo de sentimentos e rapidamente algum gênio do crime iniciaria a era dos sequestros relâmpago. Uma vítima que parece ser rica é sequestrada e todos seus bens afetivos saqueados, após esvaziar a conta corrente sentimental do pobre coitado ele seria largado em alguma esquina suja do submundo… creio que estou me desviando um pouco do assunto e delirando… qualquer um com um pouco de sanidade pode afirmar que não existe essa criminalidade com os sentimentos alheios.
“De que vale a sanidade num mundo em que os homens sãos matam uns aos outros em nome do dinheiro?”
Partindo do principio de que amor é uma moeda não é difícil chegar na conclusãod e que o amor é também uma medida de status. Status poderia ser caracterizado como o resultado de sucesso social. Dinheiro não compra felicidade, logo não basta ter amor para ser feliz. Segundo a opinião geral quanto mais status alguém possui mais feliz esse indivíduo é, do contrário o status seria parcialmente vazio. Ser amado não traz felicidade.
“Um homem é caracterizado pelos seus pequenos vícios”
Um vício funcional para caracterizar um homem são suas paixões. Diga-me quem ama e direi quem és, essa frase não foi falada pelo cabeludo supracitado porém é bem ao estilo dele. Analisando os casais que passeiam por ai nas ruas… Vemos casais de preto, de cores piscantes, com chapéus de cowboy e coisas do gênero. Geralmente as pessoas amam gente parecida com elas mesmas. Seria isso uma forma de exteriorizar o egocentrismo inerente à existência humana sem ser socialmente desprezível?É uma hipótese……… desprezível. Amar é fazer seu a felicidade de quem você ama ser o caminho para a própria felicidade. Egocentrismo! O amor é contraditório como já foi explicado em 2 quartetos e 2 tercetos por um lusitano. Esse mesmo poeta segundo as lendas sacrificou a mulher que amava para salvar sua obra. Há os que dizem que amava mais sua obra do que sua mulher… Seria ele homossexual? Seria ele um artista estúpido? Acreditaria ele que o livro serviria de bóa e sua mulher não?
Existem aqueles que amam a arte. Viver é a maior expressão artística possível de o homem criar. Arte é enquadrar um aspecto da existência humana em versos, sons cores ou formas. A arte e o amor são dois axiomas que não cabe ao homem discutir. Ou não.
“Amor e arte são axiomas que explicam-se um ao outro.”
Acho que falei demais por hoje…… e como foi dito acima. O amor é um axioma. A paixão é o amor demasiado. Amor e paixão são aspectos instrínsecos da vida. Arte é um aspecto da vida….
Amor e paixão são Arte.
Arte não se discute, apenas se aprecia.
Apreciem o amor. Apreciem a paixão.
Apenas isso basta.
Todo o mais é excesso.