As pessoas rosas
2008/03/05
Existem pessoas cuja cútis torná-se rósea em alguma situações… e existem aquelas que são rosas permanentemente…
Tal qual as flores essas pessoas são sob determinado ângulo belas, normalmente são cercadas por outras pessoas/flores, mas quase sempre são a única rosa do vaso… Podem alegar que existem duzias de rosas agrupadas nos buquês, mas estou aqui falando de vasos… Por favor não confundam lingüagem metafórica com floricultura….
Mas pq as rosas são únicas entre outras flores?
Porque a partir de sua diferença de todo e qualquer tipo de flor é que se forma sua beleza e sua capacidade de alegrar as outras flores que desfutam de sua companhia… mas as rosas ainda assim estão sempre solitárias… Qualquer estudioso de genética ou indivíduo que não durma nas aulas de biologia sabe que rosas tem um código genético próprio incompatível com qualquer outra flor, já que se fosse compativel tais flores seriam da mesma espécie…
Rosas se dividem em dois tipos. Essa divisão deriva de um conflito interno-externo. Se eu fosse Freud diria que as flores na posição de orgão reprodutores não se sentem bem om sua sexualidade à flor da pele (trocadilho besta)… mas não sou Freud por isso vou explicar de uma maneira que não envolva símbolos fálicos ou o desejo/necessidade de tomar o lugar de seu pai.
Rosas sofrem por serem tão diferentes, tão raras e tão desejadas. Frequentemente apenas desejam água fresca (coloque água gelada para a sua rosa, ela se conservará mais) e luz não muito ofuscante, mas não sabem bem como fazer para conseguir isso já que os rizóides não são um meio de condução razoável, isso causa o conflito inicial. O desejo de algo maior do que tudo (para seres clorofilados água e sol adequados é tudo) acaba por se desdobrar em perturbações menores que moldam a personalidade das rosas…
O primeiro tipo vê que não é capaz de atingir seu objetivo econtenta-se com o vaso que lhe foi destinado, assume a vida de alegrar e confortar as outras flores e numa tentativa de cobrir o vácuo que a busca infrutífera (e nem ao menos buscada) causa cobre-se de futilidade… Essa é a rosa vermelha.
O segundo busca pela água fresca e pela sombra suave de toda e qualquer forma. Começa a manipular os outros seres do vaso para alcançar seu objetivo. E depois de algum tempo de preparação tenta rolar o vaso até o paraíso da sombra e água fresca utilizando o fototropismo e o geotropismo de todos os vegetais simultaneamente… como pode-se notar nossa pequena rosa não possui muito neurônios (um dia a evolução o dará) e essa estratégia acaba dando errado, o vaso capota no sol do meio-dia. Em pouco tempo todas as outras flores murcham e morrem… a rosa vive tempo suficiente apenas para ver a grande cagada (que para as plantas é algo bom, mas não nesse caso) de sua vida e perecer depois solitária entre tantas flores por culpa de sua ambição demasiada… Essa é a rosa rósea (não acho termo melhor para descrevê-la).
Temos por fim o tipo mais raro de rosa, a rosa negra. Uma rosa que ao ver que sua busca é possível de ser alcançada, mas muito difícil utiliza todos os recursos à seu favor, mas tomando o cuidado de não ferir as outras flores (rosas negras não tem espinhos). Seus esforços sempre são recompensados, se não com o cumprimento de sua meta, ao menos ganha a posição de destaque no vaso e daí passa a receber maiores cuidados por parte do jardineiro. E sem ao mens perceber, seu esforço também conforta outras flores que talves passassem necessidades no vaso, mas por timidez ou temerosidade não assumiam o problema amarelando as folhas para avisar de seus problemas.
Sobre a rosa branca não ouso mensionar… é tão rara que não pode mais ser achada por essas terras… rosas brancas são rosas puras, que em seu grau de pureza se felicitam ao ver a alegria dos outros com sua presença e não buscam mais nada além disso… Rosas brancas sempre assumem uma tonalidade ao envelhecerem mais ou se não assumirem nenhuma cor, descobre-se que não eram rosas… a convivencia com clorofilados confunde e corrompe……….
Texto aguardando revisão